É comum associarmos toda e qualquer praia na região sul do Brasil a Santa Catarina. A lista começa com Florianópolis, Bombinhas, Garopaba e assim vai… Mas o Paraná também tem sua cota de mar e areia, em endereços como a Ilha do Mel. Situada na Baía de Paranaguá, a ilha abriga uma estação ecológica que abraça 2 mil hectares preservados, de entrada proibida. Fora esse trecho, oferece aos visitantes mais de 20 praias, muita natureza, pousadas simples, outras mais charmosas, restaurantes rústicos, grutas, golfinhos e paz, muita paz.

Para chegar até lá, o viajante precisa ir até Pontal do Sul, a 100 km de Curitiba, e cruzar para a ilha de barco. É extremante simples ir de carro até a marina de onde partem as embarcações. O automóvel fica no estacionamento (com diária média de R$ 30), mas quem preferir pode ir de transfer, como no meu caso, realizado pela empresa Serra Verde Express. Optei pelo passeio de um dia, que incluía o traslado de ida e volta até a ilha (com o barco), guia, passeio até o farol e almoço (R$ 525 por pessoa). A travessia de barco é rápida: em apenas 15 minutos, o continente fica para trás e os pezinhos já pisam na areia.

Alternativamente, os viajantes podem fazer o deslocamento em um aquatáxi (R$ 50), em um barco de linha maior e com mais pessoas (R$ 35), em lancha dos passeios privados ou com o serviço de transfer oferecido por algumas pousadas da ilha para seus hóspedes.

 

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Ilha do Mel: as vilas

Ao chegar, um mapa logo na saída do píer mostra como é a logística por ali. Basicamente, são dois lados principais: as vilas de Brasília e de Encantadas. Para entender as diferenças, Brasília tem mais estrutura de pousadas e restaurantes e é onde fica o Farol das Conchas, enquanto Encantadas é mais rústica, selvagem e local da gruta da Encantada. É possível conhecer os dois? Sim, pois um barco conecta os lados em 15 minutos de navegação. Aliás, também há a possibilidade de percorrer cinco km de trilha.

De qualquer forma, independentemente da parte escolhida, não há asfalto, carros não são permitidos (nem veículos de tração animal) e sinal de internet é raro. As pessoas por ali caminham ou andam de bicicleta, o que deixa a atmosfera do lugar ainda mais convidativa para seus visitantes se desconectarem, nem que seja por um dia.

Brasília na Ilha do Mel

Entrei pelo lado de Brasília, e 20 minutos de caminhada pelas gostosas ruas de terra me levaram até a pousada Astral da Ilha, uma das mais bacanas desse lado. Junto à Praia de Fora, pequena e ladeada por costões, a pousada combina chalés e suítes (algumas opções com banheira de hidromassagem) ao um ótimo restaurante. Além disso, música ao vivo quase a tarde toda e um trechinho da noite animam as refeições. Fechei o day use ali, que incluía o serviço de praia, com espreguiçadeiras e guarda-sol, e o almoço regado a salmão e frutos do mar.

Na Praia de Fora fica o Farol da Conchas, solitário no alto do Morro das Conchas. Construído a pedido de Dom Pedro II, ele funciona desde 1872 e até os dias de hoje é protagonista na orientação das embarcações que passam pela Baía de Paranaguá. A ida até lá em cima é a atração número 1 do pedaço e, apesar de parecer difícil, não é. O que facilita a subida é o calçamento largo de pedra, que segue como uma escada morro acima. Sem parar para descansar, em 20 minutos estava no topo. O farol não é aberto para visitação, mas a graça está no seu entorno, no visual lá de cima decorado pelas Praias de Fora de um lado, a Paralelas de outro e a Praia Grande no horizonte.

Outro ponto histórico da ilha é a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá. Situada na Praia de Fortaleza, a quatro km do farol, foi construída em 1769 para proteger a baía dos ataques espanhóis. Canhões centenários seguem firmes na área externa da propriedade; dentro dela, a Casa do Comandante e o antigo presídio são alguns pontos de interesse.

Vila Brasília, Ilha do Mel
Mirante no Farol das Conchas (foto: Tarcila Ferro)

Vila de Encantadas

O lado de Encantadas também conta com sua parcela de belas praias, pousadas e restaurantes. É nesse trecho que fica a Gruta das Encantadas, o patrimônio natural mais importante da ilha. Sua entrada parece coisa de filme, como um portal para outro mundo: uma enorme fenda encravada entre rochas abertas pela ação do mar. A junção do recorte na entrada com o mar ao fundo e o céu acima rendem belíssimas fotos do lugar. E é exatamente a água salgada que dita a visita ali. Afinal, só é possível entrar na maré baixa, geralmente das 7h até às 13h. Dentro da gruta, entretanto, não há muito para ver, além de um salão natural que serve de cenário para a lenda das sereias que atraíam os homens para dentro da gruta.

A partir da Vila de Encantadas são apenas 600 m de caminhada até lá, com o trecho final em uma passarela de madeira que facilita o acesso. Quem tiver pique de vir andando a partir do lado de Brasília, deve se preparar para uma hora e meia de caminhada (ou pegar o barco e cruzar em 15 minutos).

Se a ideia for pernoitar na Ilha do Mel, na Praia de Encantadas fica a Pousada Caraguatá (diárias a partir de R$ 385). Rústica, acomoda confortavelmente em seus quartos com janelas amplas e cercados por jardins, com ar-condicionado, frigobar, televisor e Wi-Fi. A categoria Villa conta com minicopa.

Vila Encantadas, Ilha do Mel
Gruta das Encantadas (foto: shutterstock)

 

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